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Há quanto tempo não tens tempo para ti?

Pensa bem...há quanto tempo não tens tempo para ti? Para respirar, para relaxar, para simplesmente não fazer nada...? 

Às vezes dou por mim a pensar que não me chegam as 24h de um dia, que quero mais. Que quero mais projetos, mais hobbies, mais afazeres, mais coisas... Claramente que volto a mim num segundo e penso que afinal sou maluca, devia era assentar, juntar-me com o moço, casar e ter filhos e um cão.

Tenho sentido uma pressão descomunal, muitas vezes vinda de mim mesma, para fazer o percurso 'normal' das coisas. Mas, afinal de contas, o que é o 'normal'? Quem dita a normalidade? Não é suposto ser eu...? Sinto à minha volta um turbilhão de pessoas que se começa a casar, juntar, comprar casa e criar negócio ainda antes dos 30... Ora, eu já vou a caminho dos 28. Casa dos pais. Namorado na Covilhã, a 300km. Sem negócio. Sem filhos. Sem cão. Chego muitas vezes ao final do dia a pensar que está algo de errado comigo, porque toda a gente avança e eu sinto-me estagnada.

'Estagnada? Mas estás parva?!' - pensam vocês - sim, estagnada. Tipo aquelas poças de água da chuva que ali ficam até alguma criança nos saltar em cima - o que às vezes faz parte do meu dia a dia, literalmente... É aí que entra o pânico, a insegurança, o medo de falhar e de não conseguir... Com o medo de falhar posso eu bem! Não me assusta. Se falhar, levanto o rabo e continuo. Agora, o de não ser capaz já tem algo que se lhe diga...

O meu namorado costuma dizer que o medo é castrador. E é. Mas como combater esse medo? Como continuar sem o sentimento de 'normalidade' que me falta?

Um dia mostro-vos a minha agenda... Como é possível ser 'normal' no meio dela?

O Meu Corpo (Im)Perfeito 3.1

Ultimamente, muita gente tem comentado que emagreci. Que se nota, que estou bonita. Alguns até perguntam os 'segredos'. Não há segredos, foi uma questão de saúde que abordarei com mais tempo e calma. No entanto, hoje venho falar de uma parte deste tema que me afecta todos os dias, quando me olho ao espelho. A evolução, a constante mudança, o não reconhecer da própria imagem.

Como lidar com a ansiedade?

Hoje decidi trazer um post mais sério, vamos falar sobre ansiedade. Eu tenho-a, manifestada através de uma Perturbação Obsessiva Compulsiva, e está no top 3 das maiores doenças a nível mundial, em 2º lugar. Sim, a ansiedade é uma doença e, como todas as doenças, deve ser tratada - e não há nada de errado nisso. 
É importante que percebam que a ansiedade acontece porque o nosso corpo não liberta certas hormonas necessárias ao nosso funcionamento, como a dopamina e a seretonina, por exemplo. Pessoalmente, na minha família há uma predisposição genética para este tipo de maleita. Aqui em casa somos quatro ansiosos. Quatro com medicação. 
Aos 4 anos, a ver a Lassie, já me sentia inquieta e chorava porque «a cadelinha estava muito triste», o que sempre indicou que seria uma pessoa muito ansiosa. Penso muito por antecipação, sofro por antecipação e nunca desligo. 
A ansiedade manifesta-se de forma diferente nas diferentes pessoas. Comigo, eu tenho dores no corpo todo, maioritariamente no peito e braço esquerdo. Sinto sempre uma pressão muito grande, como se tivesse um aglomerado de tijolos em cima do meu peito... Cada caso é único, por isso devem sempre procurar um profissional, e a minha ansiedade só acalma com medicação específica para o meu caso, nada mais. No entanto, deixo aqui dois pontos que acho importante focar:

⇒ Coisas que podem ajudar (para quem sofre de ansiedade):
Fazer uma atividade que liberte seretonina e vos faça sentir felizes: - no meu caso, cantar...
Respirar para um saco de papel - limita o nível de oxigénio no nosso cérebro, deixando-o mais lento.
Medicação SOS e consultas de terapia - eu tenho sempre comigo um comprimidozinho.

⇒ Coisas que agravam a situação (para quem convive com pessoas com ansiedade):
Aproximar-se demasiado - é necessário deixar a pessoa ter o seu espaço.
Dizer coisas como «tens que respirar fundo...tens que te acalmar...tens que pensar noutra coisa» - nós sabemos que é o que temos que fazer, mas nem sempre o nosso corpo nos permite fazê-lo.
Perguntar «o que aconteceu? porque é que estás assim?» - muitas vezes, nem mesmo nós sabemos...
Tocar na pessoa que está a ter a crise - este ponto varia um pouco, mas no meu caso eu apenas suporto que me ponham a mão na cabeça. Costas, por exemplo, em modo de conforto está fora de questão porque o peso da mão da pessoa multiplica-se por mil naquele instante.

Quem mais por aí sofre de ansiedade? Deixem aqui nos comentários as vossas experiências.
Nunca se sabe se podem ajudar alguém que esteja na mesma situação!

O Meu Corpo (Im)Perfeito 3.0

Parte de cima: Primark || Parte de baixo: Chineses
À semelhança dos dois anos anteriores (O Meu Corpo ImperfeitoO Meu Corpo (Im)Perfeito 2.0), chega agora a versão 3.0.

Durante estes anos de auto-descoberta passei a dar mais valor a mim mesma, ao meu corpo, aos meus traços, às minhas qualidades e também aos meus defeitos. Todos nós temos momentos em que acordamos 'com os pés do avesso' e não queremos saber do que há de bom em nós porque só vemos o que há de errado. É um processo. Longo, mas que vale muito a pena. 

Ser capaz de me deixar tudo o que me assola a nível psicológico é sempre um caminho contínuo, e depois de ter começado a minha nova medicação enquanto doente de POC (Perturbação Obsessiva-Compulsiva), tudo começou a compor-se. 

Há dias em que o medo, a insegurança e todos os receios atacam de uma vez só, mas eu faço sempre um esforço para dar a volta. Fazemos todos, certo? Acho que durante este último ano me apercebi que toda a gente tem quebras mas que, mais tarde ou mais cedo, elas acabam por desaparecer...porque afinal são só isso: quebras, fases...

Sinto-me livre, sinto que consigo desfrutar plenamente da liberdade do meu corpo e do meu ser, ainda que uns dias mais do que outros. Sinto-me leve, sinto-me feliz comigo mesma e com os outros. 

Estou cada vez mais agradecida pelo que tenho (e pelo que de negativo não tenho também...). Algo que aprendi a fazer lentamente, mas que tem mudado o meu pensamento de 'copo meio vazio' para 'copo meio cheio'. 

Proponho-vos um desafio...Já agradeceram hoje?

E tu, já agradeceste hoje?

Foto da minha autoria num local que me enche o coração
Há uns tempos, enquanto fazia uma viagem longa, sentou-se ao meu lado uma senhora, aparentemente, com alguma idade. Bem vestida, sorridente, bem falante e bonita. Tinha 82 anos. Parecia ter 60. Confidenciou-me a história da vida dela, contou-me como viveu o seu amor, como abandonou a sua cidade por ele, e como ele a deixou sozinha, mas nunca só, numa casa grande e vazia, quando partiu, vítima de cancro. Uma casa que ela insiste em partilhar com filhos netos e amigos, a quem dá guarida sempre que quiserem aparecer. 

«De tantos homens que vi e conheci aqui na minha terra, como é que me fui apaixonar por aquele de outra? De tantos, porquê ele?» - disse-me ela, sorrindo. E eu sorri também, e fiz a mesma pergunta a mim mesma. De tantos, porquê ele, a 300km de distância?

Durante as duas horas de caminho que esta senhora partilhou comigo, falamos de tudo...da educação, do mundo atual, do amor...mas ela ensinou-me uma coisa muito importante. «Aprendemos sempre com os outros, sabe? No outro dia vi uma entrevista de uma pessoa que dizia que agradecia pelo que tinha e pelo que não tinha...e eu fiquei a pensar naquilo... Por que é que uma pessoa agradece pelo que não tem? Depois lá percebi...agradece pelo que não tem de mal!»

Entretanto a senhora lá saiu no seu destino e eu fiquei mais umas horas de caminho com os meus pensamentos e com tudo o que ela me disse. E senti-me grata. Porque, realmente, tenho muito pelo qual devo agradecer e nem sempre o faço.

A partir desse dia, passei a pensar para mim mesma: «Agradeço, por tudo o que tenho e por tudo o que não tenho.» Agradeço por ter uma família, amigos, amor. Por ter trabalho, por ter saúde, por ter a felicidade na palma da minha mão. Agradeço por não ter pessoas tóxicas à minha volta, por não ter problemas maiores do que as preocupações que invadem o meu dia a dia. 

«Em cada conversa, aprendemos um bocadinho mais...aposto consigo que um dia ainda se vai lembrar desta conversa e do que uma velhota com 80 anos lhe disse!» - e não é que lembro mesmo?

Agradece pelo que tens e agradece pelo que não tens.
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E Se Fosse Consigo? || Um ano depois...


25 de Abril de 2016. Há um ano atrás saiu a minha participação no programa «E Se Fosse Consigo?». De certeza que este nome não vos é estranho, este programa deu imenso que falar em todos os episódios. 

A minha entrevista inseriu-se no segmento «O Peso da Imagem», onde falei um bocadinho do que era ser modelo plus size, ter um blogue sobre isso e viver com a definição da palavra «gorda». Vamos lá relembrar a minha entrevista alargada:



Um ano depois, o que mudou? 
Apercebi-me de que a mentalidade das pessoas pode evoluir e o preconceito só depende de cada um de nós. Apercebi-me que todos os dias alguém sofre com a imagem, seja essa pessoa magra, gorda, alta ou baixa. Cada um tem quebras, inseguranças.

Apercebi-me que o amor próprio é o maior de todos. Aquele que nos segura quando estamos sozinhos, quando deitamos a cabeça na almofada. Apercebi-me que podemos aceitar cada dia mais o nosso corpo e aprender a melhorá-lo, por dentro e por fora. 

Apercebi-me que posso ser sensual, inteligente, bonita, carinhosa, amável...e, simultaneamente, gorda...ou magra...ou ter o tipo de corpo que bem quiser e bem entender, e não preciso de mudar absolutamente nada!

Apercebi-me que posso ajudar muitas mais pessoas que estejam na mesma situação e que nem todos os meus seguidores têm o mesmo tipo de corpo do que eu. 

Um ano depois, o que ganhei?
Novas conquistas pessoais, novas conquistas profissionais. Mais coragem, mais alegria, mais confiança. Mais gosto pelo que vejo ao espelho.

Do «E Se Fosse Consigo?» levo a simpatia e o profissionalismo da Ana Lúcia e do Roger, da Conceição Lino, o apoio da Boutique da Tereza. Trago no peito um «eu já vi a menina na televisão, não já?», que ainda oiço muitas vezes, os emails que ainda recebo, o apoio que ainda perdura.

Do «E Se Fosse Consigo?» (re)nasci eu e nasceu um amor, sabiam...? 
Mas isso conto-vos depois...
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Be Your Own Valentine || Sê o teu próprio 'date'


Não acho muita piada a este dia. Nunca achei, estando numa relação ou não. Acho, sobretudo, que devemos ser sempre, e todos os dias, o nosso próprio 'Valentine' e não depender de ninguém para nos sentirmos apaixonados...por nós mesmos...pela vida...por tudo o que nos rodeia. Por esta mesma razão, deixo-vos algumas ideias para fazerem durante o dia de hoje, ou qualquer outro dia, com ou sem namorado! 

- Compra flores a ti mesma e decora o teu espaço com elas. 
Ou chocolates, se preferires...

- Dá-te ao luxo de comprares um presente para ti,
algo que esteja na tua lista há algum tempo.
(Eu disse 1, não 50!)

- Almoça ou janta no teu restaurante preferido, sozinha ou acompanhada. 
Afinal, tu serás sempre uma ótima companhia, até para ti mesma.

- Diz a alguém o que sentes...E isso inclui a ti mesma, ao espelho.
(Ou faz como o Gaston, da Bela e o Monstro, que canta uma música sobre a própria pessoa!)

- Toma um banho relaxante, depois de um dia de trabalho.

- Termina a noite com um livro,
a tua série ou o teu filme preferido, e uma bebida quente.

E lembra-te: 'be your own valentine' todos os dias!
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«Quando é que arranjas um moço?»


Vou falar-vos de um tema que acho que nunca falei aqui no blogue. As relações e o contentamento. Este não é propriamente um tema que costumo abordar, apesar de me tocar particularmente, pelo simples facto de não gostar de me expor demasiado. Hoje é o dia perfeito.

Estive numa relação durante quase 6 anos. Uma relação onde partilhei muita coisa com alguém de quem realmente gostava e por quem ainda sinto um certo carinho. Mas as relações falham por alguma razão, e atualmente compreendo perfeitamente o porquê de não ter resultado.

O que é que acontece quando uma pessoa termina uma relação? No meu caso, confesso que andei aí perdida que nem uma ovelhinha fora do rebanho...de repente, grande parte da minha rotina tinha mudado drasticamente e eu tinha deixado de ter aquele que achava ser o meu melhor amigo. Não era, mas mais à frente já vos falo nisso.

Entretanto, o tempo foi passando e, apesar de me ter cruzado com certas pessoas que me chamaram à atenção (e eu a delas), nada avançou devidamente. Porquê? Provavelmente, porque eu não estava pronta para outra relação ou porque ainda não tinha aprendido a estar sozinha. Aprender a estar sozinha é importante, é valioso, é necessário.

A partir de uma certa altura, os amigos e a família começaram a perguntar: «Então? Quando é que arranjas um moço?», ao qual respondia sempre o mesmo: «Dá muito trabalho...!», quando na verdade deveria ter respondido: «E porque é que tenho que arranjar?»...

Comecei a perceber que estar sozinha não era assim tão mau, não tinha que dar justificações a ninguém, não tinha que mudar os meus planos por alguém, não tinha que depender, sobretudo, da opinião e do apoio de ninguém. Então, comecei a gostar de estar sozinha, no meu cantinho. A responder apenas a mim mesma, a justificar-me apenas a mim mesma, a depender apenas de mim mesma. Passei a ser a minha melhor amiga. Aquela que sempre deveria ter sido.

Mais de dois anos se passaram e continuo sozinha. Porquê? Porque além de lhe ter apanhado o gosto, hoje não sou pessoa de me contentar facilmente. E contentada andei eu quase 6 anos sem saber. Crio empatia de forma muito fácil com as pessoas, mas uma ligação, uma ligação a sério é bem mais complicado. Não é que seja picuinhas, apenas aprendi a não me contentar com o que acho que poderia ser o suficiente para mim. Eu quero mais do que o suficiente. Quero aquilo que mereço. Quero alguém que mexa comigo. Quero alguém que faça tremer o chão e a barriga só de pensar.

Continuo no meu cantinho, sossegadinha...
Quem sabe se um dia não encontro alguém com quem partilhar esse cantinho...
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O teu corpo é teu!

Estava deitada no sofá, de pijama, e comecei a pensar nas imperfeições do meu corpo, e no quão difícil é, por vezes, sentirmo-nos perfeitas, quando só reparamos nas partes negativas. 

O corpo feminino é como peça de arte. Tem as suas formas, tem a sua sensualidade só por ser assim, feminino, natural. Cada corpo é especial e uma obra de arte na sua forma.

Tinha que sair. Vesti umas calças de ganga e uma camisola do mais básico que há e nem me maquilhei. Enquanto me vestia olhei para a celulite, para as estrias, para as marcas que o meu corpo adquiriu ao longo dos anos...e pensei «oh my god, who cares?» e acabei de me vestir... 

Fui pelo caminho a pensar que não eram os outros que influenciavam a minha forma de olhar para o meu corpo, mas sim a forma como eu o vejo todos os dias. Não é aquele gajo que não me acha gira o suficiente para me convidar a sair, ou a senhora da paragem do autocarro que acha que engordei demasiado, ou a família afastada que acha que cai um santo do altar se decidir senti-me bem comigo mesma. Sou eu. Eu é que dito se me sinto uma boneca ou uma bombshell. 

E se me sinto mais sexy num look mais arrojado, porque é que não poderei sentir o mesmo de calças de ganga e Tshirt ou até de pijama? Guess what? I do feel sexy in a pijama...
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Devaneios de uma madrugada mal dormida...

Kate, há 3 anos atrás.
Juro que se soubesse escrever o que quero dizer com palavras, tudo seria muito mais fácil. Esta semana não foi propriamente fácil e, no meio de muita confusão mental, lá consegui chegar a algumas conclusões necessárias. 

Não sou, definitivamente, a mesma pessoa que era há dois anos. Não tenho a mesma mentalidade, não tenho a mesma paciência e não me sujeito às mesmas situações. Esta semana disse mesmo isso a uma pessoa que me foi querida durante muito tempo e ainda o é...«Já não tenho paciência para te aturar...». E dei por mim a pensar que há uns anos nunca o teria dito, nem a mim mesma.

Há alturas em que sabemos que o melhor é desistir das pessoas. Seguir em frente. Seguir caminho. Mas por mais que a minha cabeça ordene, ainda sou guiada pelo coração. Pelo menos isso não mudou nos últimos anos.

Saber definir prioridades e tornar-me numa, foi das coisas mais importantes que aprendi nos últimos tempos. Embora às vezes me esqueça disso. No outro dia, alguém que tenho bem cá dentro no coração, confessou-me que tinha que se concentrar nos seus problemas e não nos dos outros, porque senão a coisa nunca ia correr bem. Fiquei a pensar naquela resposta e, realmente, ele tem razão. Tem tanta razão, que eu devia fazer o mesmo mais regularmente. 

As pessoas mais próximas, e aquelas que gostamos a sério, vão desiludir-me ou já o fizeram. Não vão fazer de propósito, mas vai acabar por acontecer. E isso serve, muitas vezes, para perceber o impacto que cada um causa na nossa vida. E serve também para perceber a forma como nos deixamos afetar pelos outros. 

A única coisa que muda com o tempo és tu, a tua forma de ver as coisas e de ver os outros.

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Personal || O Meu Corpo (Im)Perfeito 2.0

No seguimento do texto que escrevi no ano passado, que podem ler aqui, chega a versão atualizada. Muita coisa aconteceu no espaço de um ano e eu evoluí muito enquanto pessoa. Se, no ano passado, partilhar um foto em bikini era quase impensável, este ano é mais do que confortável. A minha vida tem evoluído tanto, em tantos aspetos, que as preocupações com a parte física que outrora tinha, têm vindo a desaparecer cada vez mais.

Ter tido a oportunidade de realizar a entrevista para o programa «E Se Fosse Consigo?» definitivamente mudou ainda mais a minha perspetiva das coisas e o curso do blogue - fez-me querer fazer ainda mais.

Esta semana fui à piscina. Pública. A primeira ida do ano e a primeira ida em anos. Sabem o que senti? Conforto. Conforto na minha pele e no meu corpo. Conforto na pessoa que sou. Segurança. Segurança em mim e no trabalho que tenho vindo a desenvolver. Trabalho esse que é maioritariamente por mim e para vocês.

Olhar para o meu corpo de uma forma cada vez mais positiva tem sido um caminho que tenho adorado percorrer. Sabe-me a liberdade, sabe-me a felicidade. Já não há medo, já não há qualquer tipo de receio em mim que me faça pensar duas vezes.

Ainda hoje me disseram que há uma diferença entre gostar do nosso corpo e aceitá-lo. Não podia estar mais de acordo. Gostar do meu corpo implica não só aceitá-lo mas gostar das suas qualidades e defeitos. Gostar de todas as marcas, porque são marcas também da nossa história. Aceitá-lo é só resignar-se.

Hoje gosto do meu corpo e gosto da forma como ele me faz sentir por dentro e por fora. Volto a dizer, como no ano passado, que não acordo todos os dias a pensar que sou «linda e maravilhosa», mas acordo a pensar na pessoa que sou e no que de positivo tenho para mostrar aos outros e a mim mesma. Porque, na verdade, todo este processo me tem permitido descobrir muito mais sobre mim do que aquilo que estava à espera. E vou continuar a descobrir-me todos os dias.
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E Se Fosse Consigo?


Estou em dívida convosco. Tenho mesmo que vos contar tudo sobre este programa e sobre o impacto que está a criar no blogue e, no geral, na minha vida. Tenho mesmo que vos falar sobre toda esta experiência, quando começou e como se proporcionou. Para já, deixo aqui alguns links úteis a quem ainda não viu:

Promo - aqui
Programa E Se Fosse Consigo - O Peso da Imagem (entro aos 23:40m) - aqui

Entrevista Alargada - aqui
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«E Se Fosse Consigo?»

Hoje tenho uma novidade para vos dar, que é esta: sou convidada do programa «E Se Fosse Consigo?» No próximo dia 25, segunda, pelas 20h50, vão poder ver-me na SIC, neste programa. Um episódio onde se falará da «gordofobia» e do preconceito. Neste projeto podem ficar a saber um pouco mais sobre mim e sobre o blogue, bem como a minha opinião sobre o assunto! É a segunda vez que vou à televisão e, das duas vezes, o Vestígios de um Batom vem comigo. Obrigada a vocês, que estão desse lado! E sim, estou muito nervosa!!!
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Não tenho medo das imperfeições ♥

3h da manhã.

Hoje li um artigo que falava de mulheres confiantes. Um dos pontos principais dizia «uma mulher confiante não tem medo das suas imperfeições» e, confesso, que me ficou na cabeça. Já falei sobre este tema no blogue, no texto «O Meu Corpo Imperfeito», mas acho que é um assunto que deve ser sempre reforçado. 

Durante muito tempo, senti na pele o medo do espelho, o medo de não me sentir perfeita, o medo de não ser bonita, nem por dentro, nem por fora. Custou-me muito mudar a mentalidade, mudar o pensamento, mudar a minha imagem mental de mim mesma. Já tinha tentado, mas voltava sempre ao mesmo.

Dizem que as mulheres, quando passam por alguma transição, são capazes de transformar completamente. Acho que foi isso que me aconteceu. A minha vida parecia saída de um furacão e eu não sabia para onde me virar. Toda eu me sentia embrulhada na confusão. Até que decidi sair. 

Aos poucos, passei a aceitar. Aceitar é sem dúvida a palavra chave de todo este processo. Aceitar o corpo, aceitar a mente, aceitar a imagem e aceitar a pessoa que somos. Não foi de um dia para o outro, mas consegui. e hoje não tenho problema nenhum em lidar com as minhas imperfeições. 

Há quem diga que as imperfeições são os nossos detalhes, são aquilo que nos torna diferentes uns dos outros. Eu prefiro encarar as imperfeições como uma prova de que aceitamos o nosso corpo, como uma prova que gostamos de nós mesmos. 

Não tenho medo das imperfeições. Tive outrora, mas já não preciso de ter.
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Personal || It's funny how reflections change...


Às vezes olho para o passado e penso na pessoa que era, antes. Antes de ter percebido que, afinal, algo estava errado. Quase não me reconheço, nos erros, nas memórias, nas fotografias. Como podemos mudar tanto no que pareceu um fechar de olhos? Cada memória me parece cada vez mais distante, cada vez menos importante, cada vez mais solta. Solta de obrigações, solta de sentimentos, solta de saudade. 

Às vezes olho para o passado e sinto, hoje, liberdade. Liberdade para me olhar ao espelho e não me preocupar com o que os outros pensam. Liberdade para me sentir bem comigo. Liberdade em saber que estou no caminho certo. Liberdade em ser feliz.

Às vezes dizem-me «estás diferente». «Dantes eras uma pessoa fraca». Quando me afasto do momento para o ver com clareza, acredito que seja verdade. Que hoje seja uma pessoa diferente. Que hoje seja uma pessoa mais forte.

Às vezes tremo, e penso no passado. Mas percebo logo a seguir que estou bem melhor no presente.
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Ama-te! (um post que faz todo o sentido no Dia dos Namorados)


Começo por aqui: ama-te. Não de uma forma superficial, como quem adora apenas a imagem que vê refletida, mas o que se reflete por dentro também. Ama-te. Sem medos, sem penas, sem «se...» ou «porquê...». Amar é um dom que a vida nos deu. Algo que podemos partilhar com os outros, mas que é de igual importância para cada um de nós. Sabem aquele anúncio da Matinal - que diz «se não gostar de si, quem gostará?» - acredito, por experiência própria, que seja verdade. Cada dia é uma oportunidade nova de encontrares algo em ti que te agrada. Uma característica física, um traço psicológico, uma atitude inesperada. Arrisca. Olha ao espelho e vê a pessoa que mereces ser, a pessoa que tanto queres ser. Ela está lá, sossegadinha, a jogar às escondidas, à espera que a descubras. E quando a descobrires, quando te descobrires, vais amar-te tal como todos te amam.
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Be true to yourself. 
Other people's opinion of you
does not have to become your reality.
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Momento reflexão de hoje!



«Se você está feliz com a sua vida,
não tem tempo de ficar olhando para a vida dos outros para a criticar...»
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Ser feliz dá trabalho...!


Tenho andado um bocadinho ausente mas, para vos dizer a verdade, ando exausta... esta semana tem sido muito puxada, tenho tido outras responsabilidades mas, em breve, tenho muita coisa boa para vos contar! De resto, e como tenho um desfile no Sábado, vou aproveitar Sexta e Sábado à noite para descansar e ficar por casa a ver Harry Potter. 
Ser feliz dá trabalho, mas eu não me importo!
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Personal || Growing Up...


«It's in the difficult times that we're growing and you can't just rebuke everything hard. We've got to endure it and fight the good fight of faith and pass the test.» 

 A minha vida está a dar voltas. Trabalho, vida pessoal, familiar. Nem sempre são voltas positivas, mas no fim, espero que a lição seja maior do que a dificuldade. Estou dividida entre o estar frustrada, porque não tive as coisas da forma que queria, e o agradecida, porque podia ter sido muito pior - pode sempre. Estou a aprender, é isso.
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