9.8.17

Dicas || Como sobreviver a uma relação à distância?

Estar numa relação à distância não é fácil. A saudade aperta muito e cria um buraquinho no coração e na alma, difíceis de ocupar. Quando decidi(mos) assumir esta relação, pensei bem nos 300km que nos separam e pensei também nos esforços que tería(mos) que fazer para a conseguir manter. Hoje trago-vos algumas dicas de como superar a saudade e fazer com que a relação continue estável, mesmo com muitos kms pelo meio. E, sobretudo, sempre com muito respeito e amor. Esta é a minha história e estas são as minhas dicas.

Comecemos por algo simples, como uma lista de conselhos, de 'guide-lines' para uma relação feliz. Quando me deparei com esta imagem, imprimi-a imediatamente (tanto eu como ele) e colei-a numa caixa onde tenho pequenas recordações: bilhetes escritos à mão que acompanhavam as encomendas, algumas fotos e coisas que tais...relembra-me sempre que há sempre uma forma de resolver problemas mesmo antes de os criar. Olho muitas vezes para esta imagem e tento cumprir sempre as 'regras'. 

A comunicação será sempre um ponto de chave de uma relação mas, como isso não podia acontecer presencialmente, eu decidi arranjar novas formas de o fazer, de me comunicar através de gestos e de estar presente...queria sobretudo estar presente. Para isso, escrevi dezenas de papelinhos com várias mensagens, coloquei-os num frasco e ele tira um todas as manhãs, fotografa, envia-me e mostra-me qual saiu. Ele fez o mesmo, e todos os dias eu abro uma caixa de madeira que ele preparou com os papelinhos. Claramente, isso dá azo a uma pequena conversa sobre o que lá está escrito, que pode ser apenas uma piada, ou uma música, ou algum pedaço de sentimento que merecia ser gravado.

Este tipo de coisas nunca pode ser unilateral e, por mais que o jeito para coisas 'caseiras' seja mais do meu lado, não significa que a outra parte não tenha que se esforçar. Daí surgiu, por ideia dele, o 'Caderno das Vontades a dois'...
Este caderno vai e vem. Uma temporada na casa dele, uma temporada na minha e trocamos quando estamos juntos. Nele estão escritos os desejos de cada um, os sonhos, os projetos que gostaríamos de fazer ao lado um do outro... Estão também alguns jogos de palavras que fazemos quando estamos sozinhos e que ajudam sempre a compreender melhor o outro.

A par das coisas mais simples, há sempre algum materialismo envolvido. Sejamos sinceros, toda a gente gosta de receber uma surpresa ou outra de vez em quando. E, nisso, ele é perito!
Surpreende-me sempre com coisas que nunca me passam pela cabeça e que me fazem esboçar um sorriso de orelha a orelha. No nosso primeiro encontro, ele ofereceu-me uma manta com a qual ainda durmo e tem sempre em atenção os pequenos detalhes, como o facto de adorar chá de frutos vermelhos, enviando-me uma caixa cheia deles! Quando, há uns tempos, entrei numa crise profissional, onde não me sentia valorizada enquanto Professora, ele presenteou-me com a melhor caneca de sempre!
Todo o tempo que passamos juntos é precioso. Geralmente, o único fim de semana que reservamos um para o outro, porque é o tempo que conseguimos estar juntos - uma vez por mês - é passado num hotel, num lugar que são apenas quatro paredes sem alma e que nada nos dizem. Dele surgiu a ideia de levarmos connosco uma moldura com esta imagem (que para nós significa muito) e pousá-la na mesinha de cabeceira de cada quarto de hotel. Uma pequena sensação de que aquele espaço é nosso, por momentos...
Não sou pessoa de viajar, mas comecei a ganhar-lhe o gosto porque tal significava estarmos juntos. Ia tirando fotos aqui, fotos ali, de lugares que nunca tinha visto mas que me pareciam familiares, por estar bem acompanhada. Até que pus mãos à obra e criei um álbum nada tradicional com todos os pedacinhos de cada viagem e de cada fim de semana. Desde a primeira foto...
Desta última vez, quis fazer uma coisa mais elaborada...construí uma caixa com uma série de envelopes, que dizem: «Abrir quando...» O que escrever nos envelopes fica ao vosso critério, pode ser uma coisa simples «Abrir quando o Benfica perder» a uma mais complicada «Abrir quando estivermos desiludidos um com o outro...». Encontrei a ideia pelo Pinterest e decidi personalizá-la à minha maneira. Esta caixa contém:

- um caminho a ser percorrido e uma meta.
- alguns doces pelo meio
- coisas que adoro nele
- 30 envelopes «Abrir quando...»
- 4 envelopes (vermelhos) com frases que me marcaram e que são especiais
- vales para presentes não materiais

Isto tudo não me demorou muito a fazer e basta um pouco de imaginação para fazerem a outra pessoa feliz! Não se esqueçam, o esforço tem que ser sempre mútuo e este tipo de truques também!
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