25.10.16

«Quando é que arranjas um moço?»


Vou falar-vos de um tema que acho que nunca falei aqui no blogue. As relações e o contentamento. Este não é propriamente um tema que costumo abordar, apesar de me tocar particularmente, pelo simples facto de não gostar de me expor demasiado. Hoje é o dia perfeito.

Estive numa relação durante quase 6 anos. Uma relação onde partilhei muita coisa com alguém de quem realmente gostava e por quem ainda sinto um certo carinho. Mas as relações falham por alguma razão, e atualmente compreendo perfeitamente o porquê de não ter resultado.

O que é que acontece quando uma pessoa termina uma relação? No meu caso, confesso que andei aí perdida que nem uma ovelhinha fora do rebanho...de repente, grande parte da minha rotina tinha mudado drasticamente e eu tinha deixado de ter aquele que achava ser o meu melhor amigo. Não era, mas mais à frente já vos falo nisso.

Entretanto, o tempo foi passando e, apesar de me ter cruzado com certas pessoas que me chamaram à atenção (e eu a delas), nada avançou devidamente. Porquê? Provavelmente, porque eu não estava pronta para outra relação ou porque ainda não tinha aprendido a estar sozinha. Aprender a estar sozinha é importante, é valioso, é necessário.

A partir de uma certa altura, os amigos e a família começaram a perguntar: «Então? Quando é que arranjas um moço?», ao qual respondia sempre o mesmo: «Dá muito trabalho...!», quando na verdade deveria ter respondido: «E porque é que tenho que arranjar?»...

Comecei a perceber que estar sozinha não era assim tão mau, não tinha que dar justificações a ninguém, não tinha que mudar os meus planos por alguém, não tinha que depender, sobretudo, da opinião e do apoio de ninguém. Então, comecei a gostar de estar sozinha, no meu cantinho. A responder apenas a mim mesma, a justificar-me apenas a mim mesma, a depender apenas de mim mesma. Passei a ser a minha melhor amiga. Aquela que sempre deveria ter sido.

Mais de dois anos se passaram e continuo sozinha. Porquê? Porque além de lhe ter apanhado o gosto, hoje não sou pessoa de me contentar facilmente. E contentada andei eu quase 6 anos sem saber. Crio empatia de forma muito fácil com as pessoas, mas uma ligação, uma ligação a sério é bem mais complicado. Não é que seja picuinhas, apenas aprendi a não me contentar com o que acho que poderia ser o suficiente para mim. Eu quero mais do que o suficiente. Quero aquilo que mereço. Quero alguém que mexa comigo. Quero alguém que faça tremer o chão e a barriga só de pensar.

Continuo no meu cantinho, sossegadinha...
Quem sabe se um dia não encontro alguém com quem partilhar esse cantinho...
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Comentários
5 Comentários

5 comentários:

  1. "Passei a ser a minha melhor amiga. Aquela que sempre deveria ter sido." - ISTO. Tudo dito.

    Obrigada pela partilha, Ana! Beijinhos :D

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  2. Quantas vezes passo por isso! Bem, para dizer a verdade as pessoas já se cansaram. A minha resposta é mais dizer logo a verdade: estou bem sozinha e não tenho nem nunca tive problemas com isso. Não preciso de estar numa relação para ser mais feliz ou para me sentir completa. Se um dia acontecer, acontece! É preciso fazer 'click'!
    Beijinhos!

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  3. Engraçado que postes isto quando o meu post de hoje é precisamente sobre "estar sozinho", não só nesse aspecto mas noutro também...

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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  4. O que importa é ser feliz e estarmos bem seja num relancionamento ou não! :)

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  5. Mesmo no momento em que desistes de procurar, vais encontrar! Vais ver que sim!

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Obrigada pelo comentário. ♥
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